19/07/2013

Nebulosa Tempestade


Morada da indagação, em meio ao desespero de solidão, face ditada por uma exclamação, vejamos quem consegue ficar até o final sem se machucar com os adventos da vida, vejamos quem está imune a dor e aos sentimentos menos interessantes. A parte que quer parti, construção folheada em ouro maciço e mentiras mal contadas, vejamos agora quem está por cima nesse pequeno acaso do destino.

Moralidades do acaso, vivendo em sua casa ela segura sua flor roxa enquanto tenta amarrar seu cabelo, através do espelho procura alguma alma para em si, mas vazia como no dia em que se lembra, fria por dentro, talvez aquele pedido não tenha sido o correto. Esperou que a vida fosse melhor da maneira mais fácil e percebeu que não existe uma maneira fácil de se viver a vida, o vazio nunca deixa os pensamentos assim como as lágrimas nunca deixam os olhos.

Servo do destino, ele cantava tentando chamar atenção, mas de nada haver tinha com a menina do espelho, essa era mais uma trágica histórica que não começara a ser contada da maneira tradicional, percebendo a confusão do outro lado da rua aqueles dois estranhos se encontraram pela primeira vez e a ultima, pois o sangue que atravessava seu peito o impedia de cantar ou respirar, a batida estava preste a chegar e sem que soubesse a menina sem alma havia acabado de perder aquele que fora destinado para ficar com ela.

Não poderia saber da felicidade que havia acabado de perder e todo o significado que fluiria das suas veias, doce leve e pequena, vermelhas, ela não podia fazer nada, o destino quis assim ou até mesmo quando resolveu acelerar sem prestar atenção, mas o que importa não são as causas ou as curvas, dessa vez a morte foi a única vencedora e esta sim merece algum valor.